

Aqui mesmo ao lado. A Ilha do Maio desturva-se, num azul deslumbrante.
Duas horas e meia de barco. Carga, caixas, caixotes, os mantimentos da ilha. Pessoas, lancheiras, mobílias, galinhas, mulheres com rolos na cabeça, à conversa, de olho nas crianças.
Uns golfinhos acompanham o barco.
Enquanto me deslumbro pelo azul onírico e o sossego da ilha, seis horas passam até ao regresso do barco à Praia. O pontão não pára. Carros e carrinhas percorrem o pontão para trás e para a frente, até à vila. Carregam, descarregam.
A carga de regresso à Praia é pouca e o barco parte uma hora mais cedo. Não fosse a minha estrelinha, ficava em terra três dias, à espera do próximo barco. E ficava com uns chinelos, uma roupinha de praia e pouco mais de interessante que uma máquina fotográfica.
E tenho pena! Porque queria ter perdido o barco!
6 comentários:
acabei de fazer a experiência e garanto - este azul não existe - pus o catálogo NCS ao lado do monitor e não há equivalência :)
Tal como o Yves Klein baptizou um azul, acho que também podes baptizar este !!!
«azul-Maio»
Aproveita as cores que não tarda estarás distantes e de volta a tons acinzentados...
Saudades...
pois ainda há poucos dias também desejei ter perdido um avião... mas cá estou de volta... beijos.
Lembrou-me as férias que mais amei até à data... E nessas nem sequer havia golfinhos.
Aproveita bem amiga.
Bjsss de muitas saudades. Quando te vir só não te vou apertar até sufocares (de saudades) só porque não me vai ser fisicamente possível.... hehehe
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Primavera em Outono!
Já cá estás!!
Adorei este teu texto e as tuas fotos.
Peço-te que continues a pôr as tuas impressões, onde quer que tu estejas, neste teu blog que já é nosso.
Cada ser humano é uma Ilha...
Gosto de ir sabendo o que vai acontecendo nessa "ilha" (que és tu) onde é sempre Primavera, porque há sempre algo a florescer.
Beijos e até Breve!
Gostei das fotos. Nasci na ilha do Maio mas vivo agora em Portugal. Akele azul é unico. Zé
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