

Aqui mesmo ao lado. A Ilha do Maio desturva-se, num azul deslumbrante.
Duas horas e meia de barco. Carga, caixas, caixotes, os mantimentos da ilha. Pessoas, lancheiras, mobílias, galinhas, mulheres com rolos na cabeça, à conversa, de olho nas crianças.
Uns golfinhos acompanham o barco.
Enquanto me deslumbro pelo azul onírico e o sossego da ilha, seis horas passam até ao regresso do barco à Praia. O pontão não pára. Carros e carrinhas percorrem o pontão para trás e para a frente, até à vila. Carregam, descarregam.
A carga de regresso à Praia é pouca e o barco parte uma hora mais cedo. Não fosse a minha estrelinha, ficava em terra três dias, à espera do próximo barco. E ficava com uns chinelos, uma roupinha de praia e pouco mais de interessante que uma máquina fotográfica.
E tenho pena! Porque queria ter perdido o barco!